sábado, 1 de junho de 2013

Hipnose ajuda a tratar problemas como depressão, ansiedade e estresse

Cercada de mistérios, a hipnose ainda é vista com olhos tortos por muitas pessoas. Talvez por seu passado obscuro, ligado ao curandeirismo e a rituais mágicos tão antigos quanto a humanidade. Poucos sabem, no entanto, que se trata de uma prática reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como ferramenta de apoio ao diagnóstico e tratamento médico desde o fim da década de 90. E, como tal, de mística ela não tem nada.
A hipnose nada mais é do que um mecanismo mental, totalmente explicável pela ciência. De acordo com Osmar Ribeiro Colás, obstetra e especialista em hipnose da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), entrar em estado hipnótico é algo fisiológico, natural do organismo, que experimentamos várias vezes ao dia. "Entramos e saímos toda hora de estados de hipnose, pois não conseguimos ficar focados em algo o tempo todo", diz. 
Na terapia da hipnose, a pessoa não fica "inconsciente", como se acredita; ela apenas tem seu senso crítico diminuído e, com isso, fica mais aberta às sugestões dadas pelo médico
Quando dizem que você está "viajando", focalizado em algo a ponto de nem escutar quando te chamam, você está, na verdade, em uma espécie de hipnose. Mesmo presente, sua concentração é tamanha que tudo em volta acaba sendo bloqueado da percepção. É como se sonhasse acordado.
"Quando estamos concentrados em uma tarefa e não percebemos o tempo passar ou o que acontece ao redor, estamos em um processo hipnótico, pois a mente esta focada naquela ação e, com isso, as outras atividades deixam de ser prioritárias e passam despercebidas", explica o psiquiatra Leonard Verea, formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, na Itália, e especializado em medicina psicossomática e hipnose dinâmica.
Ninguém sai do corpo, "voa" para longe ou fica fora de si quando é hipnotizado. "Ela não é igual ao sono. É um estado alterado de consciência, mas que mantém a pessoa presente. Por isso, ela não ‘volta’ de lugar algum, porque na verdade ela não foi", diz Verea.
Nesses estados hipnóticos ocorre o bloqueio parcial da ação da mente consciente. "O senso crítico, que controla tudo o que você faz, fica diminuído, mas a consciência continua ativa", explica Colás.

O que a hipnose como prática médica faz é levar o paciente a esse mesmo estado mental, mas de forma coordenada, por meio da indução hipnótica. Isso permite que sugestões dadas pelo terapeuta sejam aceitas com maior facilidade. "Usamos estratégias de comunicação que levam a pessoa a entrar neste estado modificado de consciência. E, com isso, se você está bebendo um copo de água e eu falo para você que é suco, a mente ‘aceita’ a sugestão e sente como se fosse um suco", diz o médico da Unifesp.
Confiança
O primeiro passo para conseguir essa hipnose coordenada é o chamado rapport, que pode ser definido como um laço de confiança entre o terapeuta e o paciente, que poderá se soltar a ponto de ser conduzido em sua viagem hipnótica. "Todo o processo é muito mais uma processo de auto-hipnose, porque se a pessoa não quiser, ninguém conseguirá fazê-la entrar neste estado. Ela se coloca disponível, e o médico torna-se apenas um instrumento", fala o psiquiatra.

ESTRESSE SOB CONTROLE
A hipnose também tem sido usada com grande eficácia em pacientes estressados e tem ajudado pessoas em situações de ansiedade e apreensão a se sentirem mais relaxadas, como antes de cirurgias
Segundo Verea, os terapeutas trabalham em cima de duas variáveis nestes casos: aumentar o nível de tolerância do paciente para fazer com que suporte mais tensões sem se abalar ou procurando descobrir a origem do problema para ajudá-lo a diminuir o nível do estresse
"Na hipnose consigo dar sugestões para que ele altere essas posturas. Se forem bem colocadas, ele consegue modificar a forma de viver as situações", conta
Para essas aplicações, a auto-hipnose também tem sido bastante efetiva. Essa técnica permite gerenciar, por meio da autossugestão, juntamente com técnicas de relaxamento e meditação, o estresse a ansiedade
Possibilita, ainda, diminuir dores como as da cólica menstrual e de cabeça. "Mas vale lembrar que nestes casos há apenas um controle dos sintomas e não sua eliminação por completo, pois isto poderia mascarar doenças mais graves", frisa Colás, lembrando que a prática é defendida pelo Conselho Federal de Medicina
O rapport depende, além da suscetibilidade do paciente, da comunicação do terapeuta. "É preciso ser bom de papo, agradável, ter percepção. Sem isso, a hipnose não acontece", afirma Colás. "Não é só deitá-lo em uma poltrona e dar sugestões. Quando ele entra no consultório, faço uma leitura não verbal, escuto, faço perguntas. Há todo um envolvimento emocional", continua Verea.
A capacidade de entrar em transe hipnótico tem uma grande ligação com a capacidade de abstração. "É a mesma genética que dá o dom artístico, musical, poético. São pessoas que têm maior facilidade em usar a imaginação", conta Colás. Quem é muito racional, em geral, encontra mais dificuldade em abrir mão do controle e de se deixar levar pela hipnose, segundo ele. 
Para saber se está neste grupo, ele sugere um teste simples: feche os olhos e imagine que o ar do ambiente está muito seco. Quando respira, ele ressaca totalmente a mucosa do seu nariz. Fique alguns segundos imaginando isto. Abra os olhos e preste atenção. Se perceber que algo mudou em seu nariz, mesmo que de forma sutil, você é uma pessoa mais suscetível à hipnose.
Aplicações médicas
A hipnose é usada hoje por alguns dentistas como um anestésico natural, em pacientes que têm medo de tratamentos e cirurgias dentárias. A prática já é reconhecida como ferramenta clínica em odontologia desde 1993. Por meio dela, o dentista consegue levar o paciente a um estado de entorpecimento (analgesia) ou perda completa da sensação de dor (anestesia).
Outra aplicação da hipnose está no tratamento de problemas musculares e ósseos, como os de coluna, trazendo alívio da dor. Em 2010, a prática foi oficialmente aprovada pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional para ser usada em tratamentos da área.
Mas, segundo Colás, é na área de psicologia que a hipnose tem encontrado sua seara mais fértil. Apesar de usada desde os tempos de Freud, o pai da psicanálise, apenas no ano 2000 o Conselho Federal de Psicologia reconheceu o uso da prática em tratamentos da área.
Atualmente, ela costuma vir associada a um trabalho terapêutico, como um instrumento de apoio que permite acessar emoções e informações que de outras formas seriam quase impossíveis. Não é recomendável se submeter a sessões de hipnose com profissionais não habilitados.
Na terapia, o paciente é estimulado a lembrar detalhes de histórias e emoções do passado que foram total ou parcialmente esquecidas ou até mesmo bloqueadas pela mente. Algumas delas podem ser a chave para resolver traumas, fobias e problemas do presente. "Nós temos as imagens gravadas, a nossa vida toda em nossa mente. São situações e emoções que você esqueceu porque ficaram armazenadas na memória profunda, no inconsciente. Eu, como terapeuta hipnótico, consigo induzi-lo a trazer de volta essas lembranças, revê-las, para ajudá-lo a entender o que se passa hoje", conta Verea.
Mas não é apenas em lembranças que a hipnoterapia se baseia. O médico pode, durante o transe, trabalhar apenas em oferecer sugestões de comportamento, posturas e ideias ao paciente, para que ele modifique aspectos de sua vida, mais ou menos como fazem os psicólogos. A diferença é que a sugestão é muito mais facilmente aceita e com bem menos resistência durante a hipnose devido ao senso crítico diminuído.
Verea lembra que, em todos os casos, para que o tratamento seja eficaz é preciso fugir da passividade e entender que o terapeuta sozinho não resolverá seus problemas. "Muitos acham que vão ser hipnotizados e vão mudar completamente. Aí se desiludem, pois percebem que terão de ser proativos. Não existe mágica, milagre", fala.
Regressão
Durante as sessões, o paciente pode não apenas se lembrar, mas também reviver uma história do passado como se ela estivesse acontecendo de novo. É o fenômeno chamado de regressão, e que causa tanto medo em algumas pessoas. Ao entrar nessas lembranças espontaneamente ou por solicitação do terapeuta, o paciente pode passar a se comportar como se tivesse a idade que tinha à época.

Medo infundado
Para quem tem certo receio da hipnose, os especialistas contam que tudo acontece naturalmente durante a sessão, como em uma terapia comum. Por meio da conversa, o médico conduz o paciente a um estado de vigília e relaxamento profundo, captando a sua atenção e inibindo a ação do consciente.
Em seguida, apenas com o uso da voz em um tom monótono e rítmico, ele o induz a entrar no transe. Durante a hipnose, o paciente pode perder a noção do tempo e de passado e presente.
O despertar é iniciado com uma ordem de que, ao contar progressivamente até um determinado número, a pessoa vai acordar.
E para quem tem medo de não voltar do transe hipnótico, os especialistas são categóricos ao afirmar que isso não passa de um mito. O que pode acontecer, em alguns casos, é o paciente mergulhar tão fundo em uma determinada lembrança e não aceitar a sugestão de sair do transe. Nestes casos, o terapeuta o deixa por algum tempo neste estado, que naturalmente o processo hipnótico se transforma em sono de verdade e ele acorda.
HISTÓRIA DA HIPNOSE
Apesar da origem incerta, acredita-se que a hipnose exista desde o Egito antigo. Naquela época, a prática ocorria nos chamados templos do sono, onde os atendidos entravam em um estado chamado de "sono mágico" e do qual supostamente acordariam curados de seus males físicos
O ritual era cercado de cantos e danças conduzidos por sacerdotes. Maias, astecas, persas e gregos tinham práticas semelhantes
O emprego da hipnose na medicina começou com Anton Mesmer, no século 18. Para ele, a doença era criada por uma sugestão do organismo e podia ser solucionada com a transmissão de ondas magnéticas de uma pessoa para outra
Em suas sessões, ele usava imãs e outros objetos para colocar o paciente em um suposto estado de sono que levaria à cura. Até então, a prática era chamada de mesmerismo
O termo hipnotismo foi cunhado pelo cirurgião e oftalmologista escocês James Braid, no século 19, ao utilizar a palavra 'hypnos', que em grego significa sono, para definir o estado em que a pessoa entrava
Braid rejeitou a existência de fluídos magnéticos e acreditava que era o cansaço dos músculos dos olhos ao se fixarem em um único ponto o que levava a pessoa ao estado de transe.
A hipnose conhecida hoje foi desenvolvida pelo psiquiatra Milton Erickson, fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica, no século 20. Foi ele quem criou algumas das técnicas modernas de indução, que usam apenas a voz.
"Ela revê a história como se estivesse acontecendo hoje. Pode se envolver tanto a ponto de escrever, falar como se tivesse a idade em questão. Há pessoas que revivem situações de quando eram bebês, então, não falam, só gesticulam", revela Verea.
A aplicação da regressão tem as mais variadas funções. "Se você teve um trauma na infância, posso fazê-lo voltar a ele, lidar com as emoções no momento do trauma, já que o estará revivendo, e mudar o que sentiu", continua o médico da Unifesp.
Assim como é possível regredir, o terapeuta também pode sugerir uma progressão da idade, pedindo ao paciente que se veja no futuro desejado e tente entender o que deve fazer para atingir seus objetivos.
O tratamento pode ser feito em qualquer situação que possa ter algum fundo emocional. São problemas como anorexia, bulimia, insônia, insegurança, timidez, baixa autoestima, impotência e outros problemas sexuais, ansiedade, depressão e síndromes, como a do pânico.  É eficaz também no combate a alguns vícios, como o tabagismo e o alcoolismo.
A duração da hipnoterapia varia de pessoa para pessoa, mas, em geral, o indicado é pelo menos uma sessão semanal, com duração de uma hora, por cerca de três meses.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mitos & Preconceitos


O Site do Instituto Milton H. Erickson de Brasília traz uma ótima explicação sobre as crenças que giram em torno da hipnose, segue:


1) Hipnose é sempre terapia?
Não, nem sempre a hipnose é terapia. Ela pode ser usada para diversos fins, como pesquisa, intervenções médicas, demonstrações didáticas e também a terapia. Para que a hipnose se torne um processo terapêutico é necessário que o contexto seja o de terapia e que o profissional em questão possua formação específica para isso.

2) A hipnose pode resolver qualquer problema?
Não, pois a hipnose é um procedimento técnico como outro qualquer. Apesar de sua eficiência, não é possível dizer que ela resolve qualquer problema, pois não há qualquer procedimento terapêutico que o faça, já que, para que um sucesso ou cura se concretize, existem muitos fatores além da técnica que devem ser considerados. Da mesma forma, é importante considerar que a hipnose frequentemente deve ser conciliada com outras técnicas terapêuticas, de acordo com as necessidades do paciente.

3) A pessoa que estiver em hipnose fica sob um controle absoluto do hipnotizador?
Não, pois em transe a pessoa mantém o senso crítico e moral. Se a pessoa não possui tendências ao roubo, por exemplo, o esforço de um hipnotizador inescrupuloso para que execute um roubo será infrutífero. A técnica hipnótica, portanto, não possui o poder de corromper os valores e a moral de alguém.

4) A pessoa pode ficar presa no estado hipnótico não podendo mais sair dele?
Não, isso não ocorre. A pessoa entra no estado hipnótico e não fica presa nele, como numa cela. O que pode ocorrer em alguns casos é que a pessoa vivencie uma experiência emocional mais intensa e tenha a sensação de que não consegue sair desse estado. Isso requer do terapeuta o acolhimento necessário dos processos emocionais que necessitam ser trabalhados. Mas isso não indica que alguém "fica preso", pois em algum momento ela voltará ao normal.

5) A pessoa em transe fica inconsciente ou dormindo?
Não fica inconsciente, nem dormindo. O estado de transe é semelhante ao sono, porém o sujeito fica responsivo ao terapeuta e consciente do que ocorre no meio, a ponto de poder sair do transe, caso sinta necessidade. No estado de transe o que ocorre é que os processos inconscientes são aflorados, mas isso não impede que o sujeito perca a consciência. É como se participasse de dois mundos ao mesmo tempo: ele pode perceber o meio que o cerca e, ao mesmo tempo, apreciar uma imagem trazida por seu inconsciente.

6) Toda hipnose é um processo regressivo?
Não, porque a regressão é apenas uma técnica ou fenômeno que pode ocorrer na hipnose, dentre os vários possíveis. A pessoa pode desenvolver alucinações (visuais, auditivas, táteis), distorções de tempo, processos ideomotores, analgesias, anestesias, dentre outros. Portanto, nem todo processo hipnótico é regressivo.

7) A hipnose é um processo superficial que não trabalha a causa dos sintomas?
Não, a hipnose pode ser desenvolvida de modo a atender as necessidades terapêuticas do sujeito. No passado, quando era usada como uma ordem do terapeuta, isto é, como um processo de fora pra dentro, ela frequentemente se restringia a atacar sintomas e por isso acabava se constituindo como um procedimento superficial. Porém, na atualidade, graças ao trabalho de autores como Erickson, o terapeuta considera a história de vida, o contexto e a forma de relação da pessoa ao utilizar das técnicas hipnóticas. Assim, suas intervenções atendem às necessidades dos clientes em níveis mais profundos.

8) As pessoas hipnotizáveis são fracas ou impressionáveis?
Não, pois qualquer pessoa pode experimentar o transe. Tal preconceito é alimentado pelo fato de que, historicamente, muitos sujeitos usados em estudos e demonstrações hipnóticas serem mulheres numa época em que estas eram vistas como donas de uma mente fraca. Porém, a experiência dos clínicos atuais demonstra numerosos exemplos de pessoas que se utilizam da hipnose e não podem ser classificadas dessa forma.

9) A hipnose pode incitar a pessoa a condutas perigosas ou "acting out"?
A hipnose é uma técnica psicoterápica como outra qualquer. O que induz a tais condutas é uma relação humana perniciosa, não uma técnica Se utilizada por pessoa capacitada e num contexto sério e protegido não induzirá um paciente a condutas perigosas.

10) A hipnose pode ser usada para lembrança de acontecimentos longínquos no passado?
Deve-se considerar que quando os acontecimentos são registrados na psique de alguém, sempre são misturados a processos emocionais e imaginativos. Desse modo, o que uma pessoa lembra de sua infância frequentemente está misturado a uma serie de processos subjetivos que nem sempre coincidem com os acontecimentos reais. Por isso, a hipnose não pode ser prova conclusiva de traumas passados, como abusos já que existe sempre a possibilidade da fantasia, às vezes alimentada pelo próprio terapeuta. Em suma, o máximo que pode sugerir quanto a fatos passados é o indício do que ocorreram, não podendo significar prova conclusiva sobre os mesmos.

Texto retirado do site:
www.imhedf.com.br

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Milton H. Erickson

                       
O Dr. Milton Hyland Erickson nasceu em 15 de dezembro de 1901 no estado de Nevada nos EUA. Formou-se em medicina com especialização em psiquiatria. Sua forma de trabalho revolucionária e inovadora gerou novos recursos para a psicoterapia e reformulou o trabalho com Hipnose. Foi fundador e presidente da Sociedade Americana de Hipnose Clínica, e também, fundador e editor da revista American Journal of Clinical Hypnosis.


Durante toda vida, Erickson lutou contra inúmeros problemas de saúde. Aos 17 anos, contraiu poliomielite que paralisou várias partes do seu corpo, fazendo com que seus médicos, devido à doença, acreditassem que iria morrer. Ao longo da sua vida teve outros problemas de saúde como Daltônica e Dislexia.


Sua carreira durou cerca de 50 anos. Ao longo deste período, ele realizou uma extensa pesquisa sobre sugestão e hipnose, primeiro como estudante e depois como médico e pesquisador. Seu trabalho influenciou diretamente a Psicoterapia Sistêmica Familiar, a Psicoterapia Breve e a Programação Neurolinguistica.

A abordagem desenvolvida por Erickson possui perspectivas direcionadas a soluções e metas do sujeito, voltadas à ideia de singularidade, onde são enfatizados as experiências, os valores e potenciais de cada pessoa. Para gerar transformações eficazes e duradouras ele desenvolvia um método para cada pessoa, com base no seu histórico individual, tendo também a hipnose como possível ferramenta auxiliar na geração de mudança.

A hipnose Ericksoniana difere da tradicional que é tida como autoritária, onde o hipnotizador tem o poder e o sujeito é submetido às sugestões diretas, utilizando o mesmo procedimento para todos os pacientes. A hipnose Ericksoniana é baseada em processos naturais pelos quais todos nós vivenciamos e, de alguma forma experienciamos, busca acessar nossos recursos e potencialidades sempre a procura de um viver melhor. Dessa maneira o trabalho é feito sobre medida levando em conta as particularidades de cada indivíduo.

Erickson faleceu em março de 1980, pouco tempo antes do Primeiro Congresso Internacional de Abordagem Ericksoniana de Hipnose e Psicoterapia. Reescreveu 140 artigos científicos, foi autor e coautor de Cinco livros sobre hipnose. Atualmente é conhecido como o pai da hipnose moderna.


Referências:

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quando procurar psicoterapia ?


Não existe um momento certo ou regra para procurar psicoterapia. A busca por um psicólogo deve acontecer no momento em que o sujeito realmente deseja ser ajudado ou por uma solicitação médica. A mesma, tem o objetivo de auxiliar o paciente a lidar com suas emoções, comportamentos, sentimentos e seus maiores conflitos internos e externos.

Pode-se identificar a necessidade de um profissional, em diversas situações, quando se está atravessando uma fase difícil no âmbito profissional, no relacionamento, nos momentos em que nos encontramos emocionalmente fragilizados, com sentimentos confusos e sensação de angústia, sem saber ao certo qual caminho seguir.

Logo que, a pessoa é diagnosticado com psicopatologias tais como: transtorno de Ansiedade Generalizada, Depressão, Fobias, Pânico ou qualquer outra doença de cunho mental. Nesse caso, é relevante o acompanhamento por um psicólogo e também por um médico psiquiatra.

Só para exemplificar, é comum, as pessoas não procurarem auxilio psicológico por preconceito de que a Psicologia só cuida de "loucos", que o tratamento é oneroso ou até mesmo longo. Este tipo de fala pode mascarar o medo existente nas pessoas em lidar com seus sentimentos e emoções, ou receio de assumir que precisam de ajuda.

Da mesma forma como devemos cuidar da alimentação e praticar esportes, similarmente, deve-se também cuidar da saúde mental, e o psicólogo é o profissional responsável por essa área, assim como o nutricionista é responsável pela alimentação e o educador físico pela prática de esportes.

Cabe ressaltar, que o psicólogo não está com o paciente para lhe oferecer conselhos ou fazer julgamentos de suas demandas, além disso, não lhe trará nenhuma solução mágica. Ele irá ouvi-lo e por intermédio de técnicas, auxiliá-lo a identificar suas necessidades e refletir a respeito de cada uma das demandas gerando mecanismos de superação das mesmas, compondo modificações positivas na vida do paciente.

É constatado cientificamente que a psicoterapia ,de fato, pode trazer muitos benefícios para a pessoa que a procura. Mas, antes de tudo, é importante salientar que o psicólogo sozinho não pode se responsabilizar pela melhora do paciente. É imprescindível que o paciente interessado na psicoterapia tenha a consciência que o processo não tem um tempo especifico, ou fórmula pronta, é oportuno o esforço e disciplina do paciente.

Buscar um auxílio psicológico, diferente do que o senso comum considera, é um processo de maturidade onde o sujeito admite “encarar” seus problemas e dificuldades, geradores de sofrimento, para a partir daí, com amparo do profissional, desenvolver mecanismos para superar suas dificuldades, seus sofrimentos e, se autoconhecer.

Por fim, é relevante citar que a psicoterapia não tem conotação religiosa ou política. É um investimento na sua saúde psíquica, social e no seu desenvolvimento pessoal. Uma oportunidade onde você reserva um espaço e um lugar para cuidar de si.